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Ângulos do Vampirismo 

Herculano Pires publicou um excelente trabalho sobre vampirismo, em obra que leva essa denominação no título. Nela, o autor enfoca as mais diversas formas de vampirismo, que pode ser conceituado como roubo ou espoliação de energias de uma pessoa, grupo ou comunidade, efetuado por outra pessoa ou mesmo efetuado por um conjunto de pessoas.

Há inúmeras maneiras de se sugar energias e tal fenômeno pode se processar, também, de maneira inconsciente. Assim, um idoso enfermo e muito fragilizado ao conviver constantemente no mesmo leito com um bebê pleno de energia vital, poderia absorver inconscientemente esse fluido vital exuberante que a criança irradia. Estaria, neste exemplo, ocorrendo um vampirismo inconsciente.

Não esqueçamos, porém, que uma pessoa idosa, equilibrada e cheia de amor, mesmo enferma e fragilizada, poderia ser um doador de energias ao invés de estar vampirizando inconscientemente.

Por analogia, um corpo sólido e quente quando colocado em contato com outro corpo sólido frio, automaticamente, ocorreria passagem de calor do mais quente ao menos aquecido. Ocorrendo ali, uma sucção de energia (no caso, energia calorífica) tal qual ocorreria no fenômeno de vampirização.

Duas pessoas que espiritualmente se amam, ao relacionar-se sexualmente, intercambiam energias vitais e, normalmente, este fenômeno as fortalece. Esse intercâmbio de energias vitais se operaria pela interpenetração dos corpos etéricos, havendo um fluxo de fluidos que percorreria as auras do casal.

Sucede, no entanto, que nem sempre existe a prerrogativa do amor mútuo, mas apenas um interesse biológico, neste caso um dos componentes, seja o homem ou a mulher, poderia estar perdendo energia vital a cada contato íntimo.

A perda de energia vital, no ato sexual, pode ocorrer quando há um posicionamento mental de contrariedade, distanciamento afetivo ou, durante o ato esteja ocorrendo uma ligação mental com uma terceira pessoa.

Posturas de violência ou domínio por parte de um dos parceiros, sendo correspondidas, de forma complementar, pelo outro parceiro que sente medo do companheiro, também podem ser fatores de vampirização de energia vital. Tentáculos energéticos quais ventosas de sanguessugas extraem o “prana” gradativamente, levando a parceira (o) inclusive à debilidade orgânica.

Além do vampirismo sexual existente entre encarnados que convivem sexualmente, existe o vampirismo sexual com seres de outra dimensão. Em locais onde o sexo é comercializado ou exercido com interesses paralelos e escusos, é comum haver a presença de entidades espirituais em desequilíbrio associadas ao ambiente e, por consequência, associadas aos frequentadores do local. Essas entidades absorvem a energia vital das pessoas e até mesmo participam do ato sexual acoplando-se ao corpo astral de um dos participantes do ato.

A tradição cristã medieval relata a existência de “demônios íncubos” que seriam entidades espirituais masculinas que buscavam pessoas encarnadas para com elas terem relações sexuais em desdobramento astral. e “demônios súcubos” que seriam espíritos femininos que penetravam nas fantasias sexuais dos encarnados e mantinham relações sexuais com os mesmos em projeção astral, em geral durante o sono.

Esses “demônios” assolavam os mosteiros e organizações similares envolvendo-se sexualmente com os reclusos. Essas entidades vampirizam, sugam energia vital sexual de seus parceiros encarnados.

Excetuando-se os exageros e fantasias, não resta dúvida que sempre existiram entidades espirituais que, pela sua limitação ética e pela densidade de seu corpo astral, fixam-se em ambientes absorvendo as energias compatíveis com seu estado psíquico.

Todas as situações mencionadas são reversíveis e, mais cedo ou mais tarde, as consciências despertam para a superação desses desvios. A assistência espiritual amorosa está sempre presente, intuindo para a mudança de rumo e, em um dado momento, o Ser percebe a linha equivocada que estava seguindo, cria condições em si mesmo para ser recolhido, por Espíritos de Luz, para um tratamento específico nos postos de socorro do astral.

Como lemos na primeira epístola de Pedro capítulo IV, versículo 8, O amor cobre uma multidão de “pecados” (=equívocos).

Ricardo Di Bernardi

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